Olá,
Um número chama atenção no mercado de crédito corporativo brasileiro: R$ 670 bilhões em dívidas sendo renegociadas agora. Equivale a 10% de todo o estoque de crédito corporativo do país.
No início de 2024, esse volume era de R$ 260 bilhões.
A escalada tem uma causa clara: juros altos por mais tempo do que o mercado esperava. E os dados operacionais traduzem o impacto com precisão:
24% das empresas não geram caixa suficiente para cobrir os juros da própria dívida. 45% operam com alavancagem acima de 3x dívida líquida sobre Ebitda. 20% ultrapassam 6x — um nível de exposição considerado crítico.
Entre as companhias listadas em processo de reestruturação estão nomes como Raízen, com R$ 65 bilhões em dívidas, GPA, Braskem, Ambipar e Oncoclínicas. No segmento de capital fechado, o volume estimado chega a R$ 490 bilhões.
O setor mais pressionado é o agronegócio.
Os pedidos de recuperação judicial cresceram 67% no quarto trimestre de 2025 na comparação anual. Construção civil e manufatura também lideram os pedidos de assessoria para reestruturação.
Há, porém, uma mudança de postura que merece atenção. Diferente de ciclos anteriores, empresas estão se antecipando — buscando reestruturação antes de chegar ao colapso de caixa. É um sinal de maturidade do mercado, mas também de consciência sobre o que está por vir.
O horizonte segue desafiador.
Com pressões inflacionárias globais persistentes, os cortes na Selic devem ser mais graduais do que o mercado projetava. Para empresas e gestores financeiros, o recado é direto: quem negocia cedo, negocia em melhores condições.
Na Smart Compass, atuamos diretamente nesse mercado — com fundo proprietário dedicado à aquisição e renegociação de carteiras de crédito estressado. Se sua empresa ou instituição possui carteiras que pesam no balanço, estamos disponíveis para uma conversa sem compromisso.
