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Cooperativas lideram a concessão de recursos no Plano Safra

Olá,

O Plano Safra 2025/2026 confirmou o que os dados do mercado já sinalizavam: o financiamento do agronegócio brasileiro está em plena transformação.

Segundo o Boletim de Crédito Rural do MAPA, com base no SICOR/Banco Central, entre julho de 2025 e fevereiro de 2026 foram contratados R$ 354,4 bilhões em crédito rural empresarial — crescimento de 7% sobre a safra anterior.

Total contratadoR$ 354,4 bi+7% vs safra 2024/25
Total concedidoR$ 342,9 bi+4% vs safra 2024/25
Recursos equalizáveisR$ 44,1 bi39% de R$ 113,4 bi executados

Custeio equalizado — execução da cota (%)

Ranking por percentual da cota programada já executada · jul/2025–fev/2026

  1. Cresol100% meta atingida
  2. Banco do Brasil63% R$ 10,9 bi
  3. Sicoob57% R$ 5,4 bi
  4. Sicredi30% R$ 4,9 bi

Custeio equalizado — valor concedido (R$)

Ranking por volume liberado aos produtores · jul/2025–fev/2026

  1. Banco do BrasilR$ 10,9 bi 63% exec.
  2. SicoobR$ 5,4 bi 57% exec.
  3. SicrediR$ 4,9 bi 30% exec.
  4. CresolR$ 1,3 bi 100% exec.
Fonte: Boletim de Crédito Rural — MAPA/SICOR/BCB · Total custeio equalizado: R$ 27,7 bi concedidos de R$ 63,0 bi programados · Dados até fev/2026

Mas o número que realmente chama atenção não está no total. Está na composição.

A Cédula de Produto Rural (CPR) cresceu 39% e já representa 47% de todo o crédito concedido no período. Isso não é um ajuste pontual — é uma migração estrutural do setor para instrumentos privados de captação, com menor dependência de recursos subsidiados.

No segmento equalizado, o Banco do Brasil segue líder, mas o sistema cooperativo avança com consistência: Sicoob (R$ 5,4 bi) e Sicredi (R$ 4,9 bi) consolidam posição relevante no custeio, com execuções de 57% e 30% de suas cotas, respectivamente.

Esse movimento reposiciona o cooperativismo de crédito como agente estrutural do financiamento rural — não mais como complementar. Para o mercado financeiro, isso significa novos fluxos de originação, maior capilaridade regional e uma base crescente de operações que diversificam o perfil de risco do setor.

Acompanhar essa dinâmica com profundidade — entendendo quem concede, em qual modalidade e com qual fonte de recursos — é essencial para qualquer análise séria sobre o presente e o futuro do crédito rural no Brasil.

Entender quem está concedendo, em qual modalidade e com qual fonte de recursos já é metade do caminho. A outra metade é transformar esse movimento em oportunidade real para o seu balanço.

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